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Bioética clínica e deliberação moral

Atualizado: 22 de ago. de 2023

Tomar decisões é um exercício contínuo de sobrevivência humana. Manter a capacidade decisória vai depender de fatores intrínsecos, tal como, uma atividade cerebral de cognição preservada e de fatores específicos; por exemplo, escolher algo que lhe agrada por características diversas, como: beleza, cor, aroma, etc.

Sobre a obra


Tomar decisões é um exercício contínuo de sobrevivência humana. Manter a capacidade decisória vai depender de fatores intrínsecos, tal como, uma atividade cerebral de cognição preservada e de fatores específicos; por exemplo, escolher algo que lhe agrada por características diversas, como: beleza, cor, aroma, etc. A manutenção da espécie humana, se deve ao fato da capacidade de se fazer escolhas o tempo todo. Ao cuidarmos do ser humano enfermo, estaremos diante de situações que precisaremos fazer escolhas e que essas escolhas precisam ser muito bem analisadas, pensadas e objetivadas com fins de promover benefício a quem depende dessas escolhas. Por se tratar de uma área de muitas incertezas, na assistência médica ao paciente precisa que tenhamos muita prudência para as tomadas de decisões para que sejam as mais próximas possíveis da escala de valores do paciente e que possam estar bem fundamentadas na melhor evidência científica, e que seja executada proporcional à necessidade clínica, emocional, espiritual e ética do paciente. Com a implementação do modelo de medicina tecnológica, muitas vezes a aplicação desses recursos podem tirar o foco da atenção, que é a pessoa humana enferma, podendo acarretar em intervenções desproporcionais. As decisões precisam ser equilibradas, ponderadas, justificadas e prudentes.


Sobre o autor


JOSIMÁRIO SILVA

O Método Deliberativo é uma excelente estratégia para resolver conflitos de valores. Em uma sociedade plural, distintos valores podem conflitar, daí surge a importância de termos métodos éticos para a resolução de tais conflitos.

Com a emancipação do paciente e os novos paradigmas da saúde, novas fronteiras foram estabelecidas e muitas incertezas foram geradas. O processo decisório, antes centrado no profissional, toma outra dimensão e envolve o paciente com protagonismo decisório.

São fortalecidos conceitos como autonomia de vontade, consentimento informado, direito de recusa. As decisões passam a ser compartilhadas onde cada um dos envolvidos contribui com sua perspectiva. Nesse novo cenário, novas habilidades precisam ser desenvolvidas para identificar, gerenciar e resolver os conflitos e é isso que estamos fazendo. Habilitando profissionais para utilizar um método ético-clínico na assistência em saúde como também para as relações humanas em seus diversos espaços de convivência em que haja um conflito moral.

O Curso Deliberação Moral e Mediação de Conflitos em Bioética Clínica vem formando pessoas na arte da deliberação. Na assistência em saúde os conflitos são inevitáveis e por isso precisamos estar preparados para lidar com esse novo cenário.

De acordo com o Prof. Diego Gracia, desde a época hipocrática a origem da medicina ocidental, ética e clínica são conceitos inseparáveis. Isso se deve em primeiro lugar ao fato que pelas mãos dos profissionais da saúde passam muitos valores. Mas também porque a clínica e ética compartilham do mesmo método.

Esta obra é fruto da dedicação dos colaboradores em aprender o método da deliberação e trazer para o grande público o fruto desse aprendizado, colaborando com a área da bioética clínica.


















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